sábado, 14 de janeiro de 2012

Contradições de Malafaia

                            $ila$ MALAfaia em 95 defendendo o Edir ma$$edo



                             anos depois $ila$ MALAfaia atacando ma$$edo









Seu problema é macumba? tricumba?


ALGUÉM PODE DIZER O QUE É ISSO??










Apóstolo Valdomiro afirma que Jesus não é sempiterno e que foi criado por Deus.





Infelizmente as heresias se multiplicam a olhos vistos neste tupiniquim país. Há pouco o Apóstolo Valdomiro Santiago da Igreja Mundial do Poder de Deus afirmou que Jesus não é Eterno e que foi criado por Deus. Por favor leia abaixo o que disse nosite da sua Igreja:


 "Muita gente pela tradição da religião, não entende a historia de Jesus. Alguns falam de natal, mas ninguém sabe o dia exato em que Jesus Cristo nasceu. Segundo que Jesus já existia muito antes de tudo. Ele é a imagem do Deus invisível, a encarnação do verbo. Mas ele não é sempiterno, é eterno. O pai que é Deus é sempiterno, aquele que antes dele nunca existiu como ele, nem existirá depois dele, sempre existiu e sempre existirá. A primeira obra dele foi Jesus Cristo, não a partir de Maria, que foi obra do Espirito Santo para ser feito carne, antes ele já existia. “Façamos” é no plural, porque Jesus estava com Ele e a palavra que lemos confirma." 


 Caro leitor, a afirmação de que Jesus Cristo foi criado é uma heresia antiga denominada ARIANISMO. 


Bom, o Arianismo vem de Arius, ou Ário, um professor do início do século 4 D.C. A pergunta que se fazia era a seguinte: Era Jesus verdadeiramente Deus em carne ou era Jesus um ser criado? Era Jesus Deus ou apenas como Deus? Ario defendia a ideia de que Jesus foi criado por Deus como o primeiro e mais importante ato da Criação. O Arianismo, então, é a crença de que Jesus era um ser criado com atributos divinos, mas não era divindade em si mesmo.


 Ora, a história relata que a Igreja Cristã oficialmente denunciou o Arianismo como uma doutrina falsa. Desde então, o Arianismo nunca mais foi aceito como uma doutrina viável da fé Cristã. No entanto, o Arianismo nunca morreu, mas tem continuado pelos séculos de várias formas diferentes. As Testemunhas de Jeová de hoje defendem uma posição parecida com a dos arianos em relação à natureza de Cristo e agora para surpresa de alguns a Mundial do Poder de Deus. Isto, posto, afirmo sem titubeios que da mesma forma que a igreja ao longo da história combateu heresias deste nipe, precisamos renegar em nossos dias ataques a divindade do nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.


 Pense nisso, Renato Vargens

Mark Driscoll é criticado por seu novo livro sobre sexo considerado por muitos como explícito

Mark Driscoll é criticado por seu novo livro sobre sexo considerado por muitos como explícito


Os pastores Mark e Brace Driscoll são novamente alvo de polêmica. Muitos pastores, e outros líderes evangélicos, estão criticando o novo livro sobre sexo escrito pelo casal, por considerá-lo muito explícito. O livro fala sobre o casamento e o sexo e aborda uma série de tabus sobre o tema.

 Publicado pela editora Thomas Nelson, Real Marriage: The Truth About Sex, Friendship And Life Together [Casamento Real: A Verdade Sobre Amizade, Sexo e a vida em conjunto] está na listas de mais vendidos da Amazon e Barnes & Noble desde o seu lançamento, na semana passada.

 Segundo o Daily Mail a lista de tabus abordados pelo casal de pastores inclui: masturbação, sexo oral, sexo anal, fantasias sexuais, sexo durante a menstruação, sexo virtual, brinquedos sexuais, controle de natalidade, cirurgia estética, medicação sexual e agressão sexual. Esses assuntos não estão agradando os cristãos mais conservadores.

 Muitos pastores consideram que o conteúdo do livro é demasiadamente explícito e constrangedor para os cristãos. O escritor cristão Denny Burk classifica o livro como “uma receita para o desastre conjugal”, o escritor completou dizendo: “Existem perversões de que eu nunca tinha ouvido falar antes de ler o livro do pastor Driscoll. Parece-me que há algo de errado com isso”.

 David Moore afirmou que o livro minimiza a importância das mulheres e acaba sendo excessivamente focado na satisfação do sexo masculino. E Tim Challies escreveu que há uma falta de coesão interna no livro, “pois não fica claro se é um guia de sexo ou um livro sobre relacionamentos”.

 Rachel Held Evans desse em seu site que considera o livro “nojento”, “chocante” e “preocupante”. Segundo ela o livro é um reflexo do “relacionamento sexual conturbado” de Mark com sua esposa.

 Driscoll responde às críticas e dizendo: “Tentei escrever um livro sobre sexo junto com minha mulher… Não é apenas um material que eu criei… Estas são as questões com que tenho lidado nesses mais de 15 anos de ministério… Vou suportar as críticas tanto quanto for necessário, para ajudar tantas pessoas quanto puder… Sabíamos que esse livro seria um momento difícil e desafiador para recordamos alguns dos nossos momentos mais difíceis no relacionamento”.

 O pastor completa dizendo: “Pela graça de Deus, foi uma experiência unificadora e transformadora, que nos tornou melhores amigos e amantes”.

 Fonte: Gospel+

Silas Malafaia critica inspetora que pediu o fechamento da Cidade Mundial



Apesar de suas divergências com o apóstolo Valdemiro, o pastor assembleiano saiu em defesa do megatemplo

 Silas Malafaia critica inspetora que pediu o fechamento da Cidade Mundial No programa Vitória em Cristo deste sábado, 14, o pastor Silas Malafaia comentou sobre a atitude do Ministério Público que pediu para que a Cidade Mundial, sede da Igreja Mundial do Poder de Deus em Guarulhos, seja fechada devido ao caos que se tornou a região no dia 1 de janeiro.


“É um tremendo preconceito com a igreja evangélica. Eu queria propor para essa inspetora [da Polícia Rodoviária, Luciana Rocha] que feche a basílica de Aparecida”, disse ele que continuou seu discurso comparando a inauguração do megatemplo com o trânsito que é gerado pelos jogos de futebol e outros grandes eventos que acontecem em São Paulo.


“Está chegando o Carnaval, comprem uma fantasia de palhaço e manda essa inspetora usar”, declarou o pastor que diz que essa atitude é um grande preconceito contra os evangélicos.


Malafaia ficou mais uma vez muito nervoso com a atitude, mesmo tendo desavenças com Valdemiro Santiago, que em 2011 comprou o horário que era de Malafaia nas madrugadas da Band. “Eu não aceito essa palhaçada”, disse ele que continuo: “tocou na Igreja mexeu comigo”.


A Cidade Mundial é um megatemplo que foi inaugurado no primeiro dia do ano causando mais de 22 quilômetros de congestionamento na região que dá acesso ao Aeroporto Internacional. Por causa da quantidade de ônibus e carros o Ministério Público entrou com pedido para que a igreja seja fechada até que estudos sobre a região sejam concluídos para evitar novos transtornos.

 Na semana que sucedeu a confusão da Dutra a inspetora Luciana Rocha da Polícia Rodoviária Federal de São Paulo (PRF-SP) disse aos jornais que foi comunicado a participação de apenas 30 mil pessoas, sendo que a IMPD divulga 150 mil vagas na nova sede. A quantidade de ônibus de viagem que trouxeram os fiéis afetou o trânsito que ficou congestionado por mais de cinco horas.

Fonte:Gospel Prime

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Pastor Silas Malafaia é desmascarado








                                       
                                                               
         

Batismo no Tobogã realizado por Evangélicos!






Igreja evangelica dos gays











                                                     

E TUDO ISTO É OBRA DE DEUS...




Uma Salvação pessoal e intransferível!!!!!!!

Mosés, Moshé, Moshé erés codó

- Mosés, Moshé, Moshé erés codó. 
- Fala Senhor, porque teu cego ouça 
- e deu seu filho gêmeo para todos aquele... 
- Zaqueu, hoje campais em tua casa... 
- Cego meu, seja banani comigo. 
- Davi cheiro do poder de Deus. 
- Deus usô até a jumenta de Baraial 
- Ele alevantou o cego Darquineu. 
- e o Senhor subiu meu cremor 
- A Briba diz que a Copalipre... 
- porque Deus ama... Deus ama... ama o pecado 
- ama o homem mas não obedece o pecado. 
- Tava no jardinho de uedem






Gif de choro





Mandinga gospel.Coloque o pão atrás da porta!!!!!!






15 minutos no meio das chamas.......chamem os bombeiros!!!!!!







Sexo oral só é pecado “caso o orgasmo seja alcançado”, afirma site da Universal




O tema sexo vem marcando presença entre os assuntos mais tratados pela Igreja Universal nos últimos dias. Em sua sessão de perguntas e respostas, o site Arca Universal publicou um artigo em que explica se a prática do sexo oral é pecado ou não.

 No texto, a resposta para a pergunta é condicionada ao quão longe chega a carícia: “É pecado caso o orgasmo seja alcançado por meio dessa prática. Isso porque, semelhantemente ao que ocorre no sexo anal – quando o reto recebe uma introdução estranha à sua natureza – a boca foi feita exclusivamente para falar e receber o alimento”.


 Para o caso de a carícia não provocar orgasmo, não há problema algum, segundo o texto: “Isso não impede, no entanto, que, durante o início da relação – mais conhecido como preliminares – o casal realize a prática como um carinho, para que ambos sejam estimulados a alcançar o ápice. Não faz diferença se for introduzido na boca um órgão genital, um dedo da mão ou do pé, desde que o momento de maior prazer sexual aconteça por meio do método reprodutivo básico dos seres humanos”.


 O texto não especifica se essa carícia pode ser feita por casais que ainda não se casaram ou se deve acontecer apenas dentro do casamento. Em seu blog, o bispo Edir Macedo afirmou recentemente que o assunto sexo oral não é regulamentado pela Bíblia: “A Palavra de Deus não fala nesse assunto em detalhes, mas como já escrevi num blog passado, tudo depende da sua fé. Se a sua consciência dói, é porque é pecado para você. Se não, é porque não é”.



 Fonte: Gospel+

POLE DANCE, PORNÔ GOSPEL, SEX SHOP E SWING EVANGÉLICOS




Acabo de ler uma matéria na coluna Yahoo Mulher, que tem como título original “Evangélicos também gostam de sexo”. O título levanta aquela premissa básica de que o sexo traz satisfação e está presente entre adeptos de diferentes religiões. No entanto, o assunto da matéria é o fato de que alguns evangélicos estão entrando na indústria do sexo para fazer dinheiro, usando o nome do Senhor Jesus e a fé cristã como marketing barato para oferecer seus produtos pouco convencionais, tudo redimido pela alcunha “evangélico”. Uma verdadeira vergonha.

 Veja a matéria à seguir:
 PorCarol Patrocinio, no Yahoo Mulher


 Religião e sexo nunca foram assuntos que andaram lado a lado. Para muitas crenças, o sexo é apenas parte do processo reprodutivo e o prazer é condenado. Outros acreditam que o sexo deva ser feito apenas depois do casamento e apenas com a pessoa que Deus escolheu para você.

 Pornô Evangélico? 

 E onde tem sexo, tem gente investindo para deixar tudo mais… divertido! É o que vem acontecendo, nos últimos anos, com a indústria gospel. Isso mesmo, indústria gospel relacionada ao mundo do sexo! Essa semana todo mundo resolveu falar de uma empresa que está produzindo filmes eróticos evangélicos. Todas as obras têm enfoque claro e seguem regras de conduta: os protagonistas dos filmes são casais — marido e mulher mesmo – na vida real, todas as cenas seguem preceitos do sexo cristão — e tem a religião como princípio, nunca é extraconjugal e práticas como ménage, sadomasoquismo e nudismo (!) são impensáveis. 



A ideia desses filmes é ensinar aos casais cristãos como eles podem ter e proporcionar prazer de acordo com a Bíblia — incluindo posições sexuais e tratamentos respeitosos ao órgão do outro. Mas a indústria do sexo gospel não é baseada apenas em filmes em que, pelo que eu entendi, rola sexo de roupa. Também há outras… atividades nesse mercado. Quer conhecer?


 Sex shop para casais religiosos 

Apimentar a relação de acordo com preceitos da Bíblia é a missão de alguns sex shops online. O Book 22 foi o primeiro deles e a história é que o casal que o criou estava, segundo o site NPR.com, cansado de buscar soluções para sua vida sexual e só encontrar pornografia.

 Existe também o My Beloved Garden, que oferece produtos para casados. E há também o Intimacy of Eden. Mas não se assuste se o que você encontrar nessas lojas for igual ao que vê em outras sex shop, o que muda é só o nome. Eles vendem o produto e cada um usa como quer, então…

 Pole dance para Jesus 

Uma americana resolveu criar o esporte e fez algumas mudanças nas aulas convencionais de pole dance, ou dança do poste. Primeiro, as músicas: nada de música de boate, apenas louvores cristãos ou músicas gospel populares. Depois, os movimentos, que não são tão sensuais quando nas aulas normais, afinal, é um momento de adoração.


 Além disso, é um exercício físico que deixa as mulheres mais fortes para lidar com os problemas do dia a dia.


 “Eu acho que não há nada de errado com o que eu faço. Eu ensino mulheres a se sentir bem consigo mesmas, ensino elas a sentirem-se poderosas. Qualquer um que quiser me julgar, Crystal Deens, criadora da modalidade, para a rede de TV americana Fox News.





 Swing gospel 

Esse é o nome de um grupo musical que canta temáticas religiosas, mas não é sobre eles que estamos falando. O swing gospel do qual estamos falando é igualzinho àquele não religioso, em que as pessoas trocam de casal e fazem sexo por puro prazer, sem sentimentos ou ligações matrimoniais.

 Não há uma casa especializada na prática também conhecida como “sono inocente”, mas foram encontrados alguns anúncios em classificados sexuais de casais evangélicos procurando moças evangélicas para fazer parte do relacionamento.


 E então, casais evangélicos também sofrem com a monotonia do sexo e curtem apimentar a relação de vez em quando?




 Divulgação: Púlpito Cristão

CARTA AO SR. RR SOARES



- Uma resposta àqueles crentes que andam de cabeça para baixo, com os pés “supostamente” no céu, mas ainda com a cabeça na terra.

Caro RR. 


 Acabo de ler um breve artigo de sua autoria, cujo título é “Deus ama os que o amam” e que está supostamente baseado em Provérbios 8.17. Quero dizer que discordo totalmente com o enunciado, e que tenho inúmeras razões para entender que esse seu texto propaga uma grande heresia. Vejamos:

 Em primeiro lugar, ao afirmar que “a quem O ama Ele promete amar”, o sr. está se esquecendo que Deus não ama apenas alguns; Deus ama o mundo. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (1), ou seja, Ele amou – e ainda ama – a todas as pessoas: justas e injustas, boas e más, e é claro, aqueles que o amam e também aqueles que decidiram deliberadamente viver em desacordo com os seus preceitos, e que alimentam um profundo ódio e desprezo por Deus em seus corações. Aliás é por causa disso mesmo que a nossa salvação é possivel. A graça de Deus consiste em que Ele ama a todos incondicionalmente e independente de credo, raça ou cor da pele, e a despeito do nosso sentimento por Ele.

 O sr. também diz que “Quando o Deus cumpre Suas promessas, Ele prova que nos ama”, e para ser sincero eu não esperava nada menos do senhor. Já assisti alguns dos seus programas, onde os crentes são ensinados “a tomar posse das bençãos”, a “exigir o que lhes pertence” e a “não aceitar qualquer fracasso ou enfermidade”. Acontece, caro Romildo Ribeiro, que o reino de Cristo não é desse mundo! Aliás, foi o próprio Jesus disse que “no mundo teríamos aflições” (2). O senhor sabia que o sofrimento também é uma promessa de Deus para os crentes? Será que o senhor está disposto a aceitar e revindicar essa promessa também?

 Infelizmente, nos círculos da teologia da prosperidade, a alardeada “vitória financeira”, bem como uma “saúde de ferro” são tidas como promessas que devem ser exigidas pelo crente, enquanto as aflições são tomadas como sinal de desaprovação. Contudo, ao contrário do que o sr. ajudou a popularizar no nosso querido Brasil, a prosperidade financeira não é um aferidor do amor de Deus. Esse evangelho pregado pelo sr., por Benny Hinn, T.L. Osborn e Kenneth Hagin, é totalmente contrário aos ensinos de Jesus e dos apóstolos da nova aliança. Esse evangelho que o senhor prega é medíocre, pois ensina o crente a ser avarento, cobiçoso de bens materiais, além de incitá-lo a apegar-se às coisas terrenais, enquanto a Bíblia diz que não devemos “juntar tesouros na terra” (3), e sim apegar-nos às coisas que são lá “de cima” (4). Ele disse também que “se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” (5). O sr. e todos os adeptos da teologia da prosperidade estão formando crentes miseráveis, e por essa razão insisto em que o sr. se converta desse manominsmo pseudo-cristão e aceite o verdadeiro evangelho de Cristo Jesus.

 Permita-me dizer também que não é dando carros, casa própria, restaurando empresas falídas – as supostas bençãos (ou promessas) que o senhor sempre menciona – que Deus prova o seu amor por nós. A bíblia diz que “Deus provou o seu amor para conosco ao enviar Cristo para morrer por nós, quando nós ainda éramos pecadores” (6). Observe que ele nos amou antes, quando ainda estavamos em pecado, quando não o amávamos, quando o denegríamos e quebrantávamos todas as suas leis. Ele nos amou quando vivíamos em delitos e pecados, quando éramos adúlteros, fornícarios e idólatras. Ele nos amava antes de criar-nos. Deus me amou antes da fundação do mundo. “Ele me amou desde a eternidade!” (7). 


Por último, quanto ao texto usado pelo senhor, sinto informá-lo que ele foi violentamente arrancado do seu contexto. Uma leitura um pouco mais acurada vai revelar que nessa passagem alegórica é a sabedoria quem está afirmando amar os que o amam, e dizendo que será achada por aqueles que a buscarem cedo (simbolicamente, de madrugada). Além de ser um principio bíblico, essa afirmação também é uma constatação pedagógica, pois é na tenra idade que se assimila melhor o conhecimento, enquanto na velhice é muito mais difícil aprender coisas novas.

 Sr. Romildo Ribeiro Soares, eu ainda creio que existe algo de temor em seu coração. Pense em quantas pessoas estão sendo enganadas, mantidas cativas por esse evangelho de “derterminações”, onde Deus é substituído por uma espécie de Papai Noel gospel, e arrependa-se. Deus pode usar-te, se o senhor se render a ele e a sua PALAVRA.


 Em Cristo Jesus; Leonardo Gonçalves, Th.M. Missionário transcultural, professor teológico e blogueiro evangélico. .

 Referências: 1. Jo 3.16
2. Jo 16.33;
Ap 3.19 3.
Mt 6.19-21 4.
Cl 3.1-2; Fp 3.19-20 5.
1Co 15.19 6.
Rm 5.8 7.
Ef 1.4; 1Pe 1.20; Jr 31.3

Falta coragem às autoridades para dar um basta aos espertalhões da fé


Os vendilhões dos templos eletrônicos
Em tempos de espertalhões da fé

Por Luiz Cláudio Cunha para o Sul21

Incapaz de vender a alma ao diabo, a Rede Bandeirantes acaba de revender seu santo horário da noite para o pastor R.R. Soares, o líder da Igreja Internacional da Graça de Deus. O seu ‘Show da Fé’ de 20 minutos, que começava religiosamente às 21h, agora vai durar uma hora inteira, a partir das 20h30. Não se sabe ainda quanto custou esse novo e triplicado milagre, mas pelo contrato antigo o bom pastor já pagava R$ 5 milhões mensais à Band. O vil metal falou mais alto para a TV de Johnny Saad, que anunciava a devolução do horário nobre da noite a seriados consagrados, como o 24 Horas, para concorrer com as novelas da Globo e as séries do SBT, todas com melhor audiência.

A novidade escangalhou os planos do argentino Diego Guebel, que assumiu a direção artística da Band em outubro passado com a promessa de recuperar o espaço nobre e caro da noite para atrações mais mundanas do que a prosopopeia de Soares. A bíblica derrota de Guebel na Band é apenas outro indício da onda avassaladora do dinheiro que afoga a TV brasileira deste Brasil cínico que finge ser laico e imune à força econômica da religião e seus falsos profetas. Os canais de rádio e TV são concessões públicas, supostamente alheias aos credos e seitas religiosas que transformaram estúdios, igrejas, templos e estádios em púlpitos eletrônicos cada vez mais invasivos e escancarados.

Não existe ninguém no Governo ou no Congresso brasileiros com coragem para frear essa flagrante ilegalidade, sancionada por verbas, dízimos, patrocínios e uma farta hipocrisia. A irrestrita capitulação aos padres e pastores que lideram milhões de fiéis (e eleitores) ficou escancarada na última eleição presidencial, em 2010, quando os dois principais candidatos com raízes na esquerda — Dilma Rousseff e José Serra — sucumbiram vergonhosamente à chantagem das correntes mais atrasadas das igrejas, frequentando missas e cultos com o gestual mal ensaiado de pios devotos que não sabiam nem metade da missa, nem qualquer salmo dos evangelhos. Encenaram um constrangedor teatro de conversão medida para não ofender o eleitor mais ortodoxo. Para não perder votos, Dilma e Serra caíram na armadilha do falso debate religioso sobre o aborto — um tema que um e outro, por mera consciência política ou formação acadêmica, sabem que nos países mais evoluídos não passa de um grave e secular problema de saúde pública.

A submissão das instâncias do Estado secular ao poder cada vez maior das igrejas pode ser medida pela intrusão cada vez mais descarada da fé nos meios eletrônicos do Brasil, que deturpam a concessão pública pelo proselitismo religioso vetado pela Constituição. A igreja católica brasileira agrupa hoje mais de 200 rádios e quase 50 emissoras de TV, contra 80 rádios e quase 280 emissoras de TV de oito braços do crescente ramo evangélico. É um domínio que se fortalece cada vez mais, embora adaptando seu perfil para fórmulas mais agressivas e despudoradas de avanço sobre o bolso das populações mais pobres, mais desesperadas, menos instruídas.

Comer ou dormir

Em agosto de 2011, a Fundação Getúlio Vargas divulgou o Novo Mapa das Religiões, um denso estudo realizado pelo Centro de Políticas Sociais da FGV, com base em 200 mil entrevistas formuladas pelo IBGE em 2009 a partir de sua Pesquisa de Orçamento Familiar (POF). O trabalho mostrou que o Brasil deixará de ser a maior nação católica do mundo nos próximos 20 anos, mantida a queda progressiva que sofre a Igreja no país. Ela representava 83,24% da população em 1991 e caiu para 68,43% em 2009. “As mudanças que antes ocorriam em 100 anos agora acontecem em 10. Se esta perda de 1% de católicos por ano continuar, a Igreja católica terá em 20 anos menos da metade da população brasileira”, destacou o coordenador da pesquisa, Marcelo Côrtes Neri, economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV.

A economia é um forte indutor desta transformação, diz Neri. Ele lembra que as chamadas ‘décadas perdidas’ de 1980 e 1990 foram demarcadas pela queda do catolicismo em contraste com a ascensão dos grupos evangélicos, especialmente seus ramos mais belicosos e vorazes — os neopentecostais. O período de 2003 a 2009, compreendido entre duas graves crises econômicas, observa uma segunda explosão evangélica, passando de 17,9% para 20,2%. A primeira explosão, ainda maior, ocorreu nas últimas seis décadas do Século 20, quando os evangélicos aumentaram seu rebanho em sete vezes: passaram de 2,6% em 1940 para 15,4% em 2000. A FGV foi buscar no alemão Max Weber (1864-1920), o pai da moderna sociologia, o fundamento teórico que explica o avanço arrebatador dos evangélicos, a partir de sua obra mais conhecida — A ética protestante e o ‘espírito’ do capitalismo, publicada em 1904-05. Ali, Weber explica o maior desenvolvimento capitalista nos países protestantes no Século 19 e a maior proporção desses fiéis entre empresários e trabalhadores mais qualificados. “A tese de Weber era que o estilo de vida católico jogava para outra vida a conquista da felicidade. A culpa católica inibiria a acumulação de capital e a lógica da dívida de trabalho, motores fundamentais do desenvolvimento capitalista”, escreve Neri.

Weber repetia um ditado da época: “Entre bem comer ou bem dormir, há que escolher. O protestante quer comer bem, enquanto o católico quer dormir sossegado”. O pensador alemão constrói seu texto em cima de máximas do inventor e calvinista americano Benjamin Franklin (1706-1790), um dos líderes da Independência dos Estados Unidos, que dizia que “tempo é dinheiro” e “dinheiro gera mais dinheiro”. Era uma notável conversão justamente aos argumentos opostos que levaram ao grande cisma do cristianismo, no início do Século 16, quando um atrevido padre agostiniano alemão, Martinho Lutero, pregou nos portões da igreja de Wittenberg as suas 95 teses que desafiavam a autoridade do Papa e quebravam a hegemonia de Roma sobre o mundo cristão. Na época, Lutero denunciava justamente o que seria o âmago da Reforma Protestante: o desvio do caminho de fé da igreja primitiva para o atalho da corrupção, da indulgência, da simonia e da luxúria de papas e cardeais rodeados de amantes e concubinas, antecessores lascivos dos bispos e padres que comem criancinhas.

Teologia do bolso

Lutero (na reprodução) e sua radical volta às origens, estimulando o protesto aos desvios éticos de Roma e o retorno à palavra original dos evangelhos, geraram os dois termos que identificam os segmentos mais prósperos da dissidência cristã: os protestantes e os evangélicos, onde brilha sua facção mais agressiva e endinheirada — o pentecostalismo, que hoje abriga no mundo cerca de 600 milhões de seguidores, pulverizados em 11 mil seitas e subgrupos. Ali viceja sua parcela mais faustosa: a corrente neopentecostal, a que pertencem o abonado bispo R.R. Soares e seus parceiros mais ricos, os também bispos Edir Macedo, Silas Malafaia e Valdemiro Santiago, cada um chefiando sua própria seita, sempre na condição suprema de ‘apóstolos’. Todos mostram uma devoção especial pela alma e pelo bolso de seus seguidores, a quem não se acanham de pedir contribuições financeiras a que, recatadamente, chamam de ‘oferta’.

Para não atormentar ainda mais a vida de sua aflita freguesia, os quatro chefes religiosos tratam de facilitar ao máximo as ofertas financeiras. Na tela da TV de seus animados cultos, sempre se oferece o número das contas bancárias, a bandeira dos cartões de crédito ou o telefone para informações extras que permitam a oferta, rápida e facilitada. Nenhum deles fica ruborizado pela insistência do pedido de ajuda, porque todos são pios devotos da ‘Teologia da Prosperidade’, uma doutrina pecuniária que faria o velho Lutero engolir cada uma das 95 teses que vomitou contra a cupidez da velha Roma.

A ideia nasceu, evidentemente, no coração do capitalismo, os Estados Unidos, no início do Século 20. O pai dessa fé sonante é o americano Essek William Kenyon (1867-1948), um evangelista de origem metodista nascido em Saratoga, Estado de Nova York. Descobriu o milagre do rádio e plantou ali a sua “Igreja no Ar”, a ancestral eletrônica dos R.R.Soares e Malafaias da vida. Espalhou então aos quatro ventos o lema que explica as benesses divinas da fartura: “O que eu confesso, eu possuo”.

Kenyon passou o bastão da prosperidade para um conterrâneo, Kenneth Erwin Hagin (1917-2003), um jovem texano com deficiência cardíaca, que caiu de cama quando adolescente. Garantiu ter ido e voltado ao inferno e ao céu não uma, nem duas, mas três (três!) vezes. Com este desempenho singular, até para campeões de esportes radicais, o jovem naturalmente converteu-se. Dizendo-se ungido para ser mestre e profeta, Hagin garantia ter tido oito (oito!) visões de Cristo na década de 1950, além de acumular alguns passeios extracorpóreos. Tudo isso acrescido pela divina revelação de que os verdadeiros fiéis deviam gozar de uma excelente saúde financeira e que o caminho da fortuna passava, inevitavelmente, pela prosperidade de seus profetas aqui na Terra. Foi sopa no mel, e a teologia da prosperidade conquistou corações e mentes — e bolsos.

Na conta do santo

A primeira semente deste ostensivo neopentecostalismo brotou no Brasil com a Igreja Universal do Reino de Deus, fundada em 1977 pelo bispo Edir Macedo (foto). Três anos depois, o pastor R.R. Soares, casado com Magdalena, irmã de Macedo, saiu do ninho da Universal para fundar sua própria igreja, a Internacional da Graça de Deus, que acaba de alugar a tela do horário nobre da Band graças ao verbo divino e a verba milionária do pastor. Uma década depois, o bispo Macedo, ainda mais próspero do que o cunhado, comprou a sua própria rede de TV, a Record, hoje a segunda maior audiência do país (4,7 pontos) no horário nobre das noites de dezembro passado, embora ainda distante da Globo (13,8).

Os televangelistas brasileiros aparentemente compõem um paraíso na terra e no ar rico em mirra, incenso e ouro, muito ouro. Há tempos, quatro grupos evangélicos rondam o empresário Sílvio Santos, que topa tudo por dinheiro, na esperança de amealhar o espaço das madrugadas do SBT por módicos R$ 20 milhões mensais. Em 2009, o próprio Edir Macedo alvejou sua maior concorrente: ofertou R$ 545 milhões para alugar o espaço das madrugadas da Rede Globo para a sua Igreja. A Globo piscou, não respondeu, e o bispo voltou à carga em agosto passado, disposto a mover céus e terras. Nada feito.

A contabilidade desses pastores, pelo jeito, oscila entre o inferno e o paraíso. O bispo que oferecia milhões para comprar um naco do maior concorrente era o mesmo dono da Igreja que fazia um descarado apelo em seu blog, em abril passado, para que os fieis juntassem alguns trocados para ajudá-lo a pagar a conta salgada de seu site. Coisa miúda, apenas R$ 107.622 mensais, que o pobre bispo diz gastar com despesas mundanas como hospedagem do servidor, salário dos funcionários, água, luz e gastos administrativos da manutenção do site. “Se o Espírito Santo lhe tocar, nos ajude a carregar essa responsabilidade”, escreveu o bispo, implorando por uma doação mínima de R$ 20.

O espírito santo, aparentemente, tocou a Rede Globo. A emissora dos Marinho odeia o bispo Macedo, mas adora os evangélicos. Na véspera do Natal de 2011, 18 de dezembro, a maior rede desta vasta nação católica rasgou o hábito e transmitiu o seu primeiro evento evangélico, gravado uma semana antes no Aterro do Flamengo, no Rio. O público presente, apenas 20 mil pessoas, foi uma heresia para as ambições bíblicas da Globo, mas a fiel audiência na telinha na tarde do domingo seguinte foi uma bênção divina. Ao longo dos 75 minutos do programa, condensado de quase oito horas de gravação ao vivo (entre 14h e 21h30), apresentaram-se nove artistas no ‘Festival Promessas 2011′, sob o comando do astro global Serginho Groisman. Um dos mais festejados foi o cantor Regis Danese, 39 anos, que vendeu um milhão de cópias com um único disco gospel, “Compromisso”, o único a conquistar o primeiro lugar em rádios e TVs seculares do país e que lhe garantiu a indicação para o prêmio Grammy Latino em 2009.

A conversão da Globo

Antes desse sucesso, Danese já era consagrado como artista do “Só Pra Contrariar”, um grupo de pagode que ainda ostenta o 27º lugar do ranking brasileiro, com 8 milhões de discos vendidos. Apesar disso, com problemas no casamento, converteu-se ao protestantismo no início do século. Salvou o matrimônio com Kelly, sua parceira musical, e engordou ainda mais o bolso. O álbum “Compromisso”, que conquistou o ‘Disco de Diamante’ pela venda de 500 mil cópias em apenas quatro meses de 2008, traz o seu maior sucesso, Faz um Milagre em Mim. O jornalista Tom Phillips, do diário britânico The Guardian, anotou que, logo após sua triunfal apresentação no festival da Globo, Danese foi indagado na entrevista coletiva sobre os fundamentos deste milagre musical: “O senhor escutou a voz de Deus? O que ele disse?”, perguntavam-lhe. O ex-pagodeiro explicava e, embevecido, o isento repórter da revista Nova Jerusalém ressoava a cada resposta: “Amém. Louvado seja o Senhor!”

A genuflexão da Globo não representa uma súbita conversão da emissora ao credo evangélico da música: “A Globo não é um canal católico, e sim secular e republicano. Apenas documentamos um festival gospel por sua crescente importância na vida cultural do Brasil”, esquivou-se Luiz Gleizer, diretor da TV, ao jornalista britânico que ecoou o festival sob uma manchete embalada pela típica ironia inglesa: “O Gospel começa a dar o tom no Brasil, a casa da bossa nova”.

Os profetas da Globo não sabem entoar um único salmo, mas como os apóstolos eletrônicos da concorrência também têm um ouvido afinado pelo doce tilintar das moedas do templo. Isso não é contado nem no confessionário, mas os querubins globais sussurram nos corredores da ‘Vênus Platinada’ que os direitos de comercialização e os espaços publicitários do festival renderam à Globo algo entre R$ 35 milhões a R$ 55 milhões, o suficiente para remir muitos pecados, dúvidas e dívidas, aqui na terra e lá no céu. O grupo é dono da gravadora Som Livre e de um catálogo religioso onde brilham ídolos como o padre católico Fábio de Melo, que já vendeu quase 2 milhões de CDs pelo selo global.

O olho cúpido e republicano da Globo está mirando um mercado de música gospel que o The Guardian estima em R$ 1,5 bilhão, um paraíso econômico onde se irmanam crentes, artistas, emissoras laicas, pastores, espertalhões, vigaristas e políticos de todas as crenças, devotos todos do santo dinheiro que cai do céu diretamente em seus bolsos. O fluminense Arolde de Oliveira, deputado federal pelo PSD — aquele diabólico partido nascido da costela do prefeito Gilberto Kassab e que garante não pertencer nem ao paraíso, nem ao inferno, nem ao purgatório —, é dono da rádio 93 FM e do Grupo MK Music, que ele jura ser o maior selo de música gospel do continente. “Mais de 60 milhões de brasileiros estão direta ou indiretamente ligados à Igreja Evangélica”, lembra o deputado Oliveira. A Globo, como se vê, tem a inspiração divina e o ouvido apurado.

O festival Promessas abriu as portas de uma terra prometida para os profetas globais. No domingo gospel, a audiência da Globo subiu aos céus, dando-lhe a indulgência de miraculosos 13 pontos no Ibope (cada ponto representa 58 mil aparelhos ligados), bem mais do que os 7 humildes pontos habituais do horário. O pastor Silas Malafaia, inimigo da Universal do bispo Macedo, aproveitou e tripudiou no seu site: “A Record não acreditou nos evangélicos, a Globo acreditou e arrebentou na audiência! Enquanto a Record fala mal dos cantores e da igreja, a Globo abre espaço para o louvor e adoração a Deus”. E arrematou com um desajeitado elogio que deve ter sobressaltado as almas globais: “Quando os que deveriam abrir as portas fecham, Deus usa os ímpios para glorificá-lo”. Iluminada pela santa promessa do Ibope, a ímpia Rede Globo prepara mais três edições do sucesso gospel para 2012 — duas versões regionais e uma nacional, evitando cuidadosamente o Rio de Janeiro, que já padece a praga de um congestionamento evangélico todo santo ano.

O golpe do martelinho


Valdemiro Santiago (foto) é outro desgarrado da Universal. Depois de ser considerado um virtual sucessor de Edir Macedo, brigou com ele e saiu para fundar em 1998 a sua seita, a Igreja Mundial do Poder de Deus. Começou com 16 membros e hoje o apóstolo Valdemiro chefia mais de dois mil templos, alguns na África e em Portugal, e um jornal mensal, Fé Mundial, com tiragem de 500 mil exemplares — além de um maçante trololó diário de 22 horas na Rede 21, uma subsidiária da Rede Bandeirantes, que administra as duas horas restantes.

Sua marca registrada é um chapéu de boiadeiro, o que reforça sua imagem de astro sertanejo, que costuma ganhar espaço até no Jornal Nacional da Globo, uma devota do divisionismo que Valdemiro poderia provocar nas legiões de seu arqui-inimigo Edir Macedo. Quando enfrenta problemas de caixa, Valdemiro confia no santo gogó. Em 2010, chorou diante das câmeras de TV ao convocar 150 mil fiéis para ofertarem R$ 153, o número de peixes de um alegado milagre de Cristo. Faturou cerca de R$ 23 milhões.

Empolgado, o bispo sertanejo imaginou outra forma esperta de arrecadar dinheiro fácil, mas desta vez sem choro. Criou a campanha do “Martelinho da Justiça”, um pequeno, baratinho malho de madeira capaz de quebrar mandingas, maus-olhados e “as pedras que atravessam os seus caminhos”. A clava fajuta de Valdemiro, que despertaria a inveja do grande Thor, devia ser canonizada como a mais cara do mundo: cada oferta pelo martelinho tinha o mínimo de R$ 1 mil e Valdemiro esperava que 10 mil de seus seguidores o abençoassem com a compra do mimo, o que rechearia seu chapelão com R$ 10 milhões.

No reclame da Igreja Mundial na TV, o pastor de português trôpego, voz rouca, terno e gravata mostrava a certeza das favas divinas e muito bem calculadas: “Ainda hoje ou amanhã, na primeira hora, você vai até a agência bancária e faz esta ‘ofertinha’ de R$ 1 mil. Depois, mandaremos o martelinho pelo correio”. Para esse milagre acontecer, bastava ao crente fazer o depósito nas contas indicadas na tela e disponíveis no Banco do Brasil, Bradesco ou Caixa Econômica Federal. “De preferência no BB, como o nosso apóstolo tem nos orientado”, aconselhava o pastor, com ar compungido.

A atrevida igreja de Valdemiro já vendeu garrafinhas Pet de 400 ml com ‘água ungida’, entregues por ‘ofertas’ de R$ 100, R$ 200 ou até R$ 1.000, prometendo resultados espantosos: “Uma única gota dessa água será o suficiente para mudar a história de sua vida, para lhe abençoar de uma forma poderosa”, jurava o santo homem, escoltado por outros oito pastores calados e sisudos, todos de gravata e terno escuro. Se usassem óculos pretos iria parecer uma paródia do CQC, sem a divina graça do programa humorístico da Band que sucede o show religioso do pastor R.R. Soares nas noites da segunda-feira.

O trovão homofóbico

O bizarro merchandising da Mundial tem produzido bons resultados, pelo menos para as finanças da igreja de Valdemiro. No primeiro dia de 2012 ele inaugurou em Guarulhos, SP, a ‘Cidade Mundial’, um megatemplo de 240 mil metros quadrados e capacidade para acolher 150 mil fieis da Igreja Mundial do Poder de Deus — mais de duas vezes a lotação prevista do Itaquerão (68 mil lugares), o estádio que o Corinthians está construindo para a Copa do Mundo de 2014. Para erigir o templo, Valdemiro viu a igreja aumentar seus gastos mensais em R$ 30 milhões, prova de que o martelinho e a garrafinha são realmente miraculosos.

O pastor Silas Malafaia (foto), chefe supremo da AVEC, sigla da associação que mantém a Igreja Vitória em Cristo, é a voz mais trovejante desse abusado mercado da fé ancorado nos fundamentos pétreos da Teologia da Prosperidade. Embora tenha os mesmos instrumentos de redenção econômica de Edir Macedo, Malafaia é um inimigo mortal do dono da Universal. Divergiram até na eleição presidencial de 2010: ele primeiro apoiou Marina Silva, depois fulminou sua opção pelo plebiscito no debate sobre o aborto (“cristão não tergiversa nesse tema”), e acabou fazendo campanha por Serra, adversário de Dilma, apoiada justamente pelo rival bispo Macedo. Malafaia é figura fácil no Congresso Nacional, em Brasília, onde veste a armadura de sua santa cruzada contra a proposta de lei que combate a homofobia: “O projeto [que garante a livre orientação sexual] é a primeira porta para a pedofilia”, reza, com a fúria dos justos. Numa entrevista a uma revista religiosa, crucificou como “idiotas” todos os pastores que, ao contrário dele, não apostam suas fichas, martelinhos e garrafinhas na Teologia da Prosperidade.

Ele não poupa a garganta e fala muito: quase todo santo dia, Malafaia se esparrama por cinco horas de programas variados em redes nacionais como CNT, Rede TV, Boas Novas e Bandeirantes e ocupa os sábados de emissoras regionais em outros 15 Estados. Seu programa se espalha pelos Estados Unidos e Canadá e, desde meados de 2010, Malafaia atinge 142 milhões de lares em 127 países da África, Ásia, Oriente e Médio e Europa, com o apoio da americana Inspiration Network, que faz a dublagem para o inglês.

Para tornar mais veraz sua pregação, às vezes importa dos Estados Unidos especialistas nesta riqueza material. No ano passado, junto com o pastor americano Mike Murdock, Malafaia lançou o projeto do “Clube de 1 Milhão de Almas”. Alma, sabem os televangelistas, custa caro. Ele pretendia arrebanhar um milhão de crentes para sua grei e seus programas de TV, mediante a ‘oferta’ (voluntária, claro) de R$ 1 mil — ou seja, um martelinho de madeira, pelo generoso chapéu do bispo Valdemiro. Na conta do lápis, uma bolada plena de R$ 1 bilhão, capaz de pagar mais do que cinco Mega-Senas da Virada, que bateu em R$ 177 milhões no réveillon de 2011. Os ofertantes ganhariam o livro 1001 Chaves da Sabedoria, do pastor Murdock, e um certificado do clube milionário, em todos os sentidos.

Para inspirar o seu rebanho, Malafaia teve a feliz ideia de colocar um contador de acessos na página da igreja para que todos acompanhassem a adesão em catadupa do milhão de almas. Algo deu errado, ou o martelinho não funcionou. Lançado em abril do ano passado, o contador da igreja Vitória em Cristo virou uma estátua de sal, como a mulher de Lot em Gênesis (19,26) e estagnou num número pífio: miseráveis 58.875 almas era a contagem de quinta-feira passada, 5 de janeiro. Um inferno de faturamento que não chegou a R$ 60 milhões, muito distante do paraíso do R$ 1 bilhão arquitetado pelo diabólico Malafaia. Faltam portanto ainda 941.125 almas para Malafaia inaugurar, sob as trombetas de Jericó, o seu clube milionário. Haja martelinho!

O supermercado da fé

O bravo Malafaia não desiste facilmente. Em 2009 ele lançou a campanha de uma Bíblia por módicos R$ 900, pouco menos que um martelinho. Era a tarifa da Bíblia da Batalha Espiritual e Vitória Financeira, sacada genial de outro gênio da prosperidade, o pastor americano Morris Cerullo. Desta vez, a garrafinha deve ter funcionado, pois antes do final do ano ele viajou à Flórida, nos Estados Unidos, e lá viu se materializar, em nome da Vitória em Cristo, um jato executivo Cessna quase novo, modelo Citation Excel, pela bagatela de 12 milhões — de dólares!

Se alguém tiver alguma restrição a Bíblia, martelinho ou garrafinha, nem assim terá qualquer constrangimento para auxiliar o empreendimento celestial de Malafaia. Na sua página na Internet (www.vitoriaemcristo.org), o bom pastor dá a boa notícia de que todos podem participar de sua jornada, tornando-se seu ‘Parceiro Ministerial’, um programa de fidelidade da Igreja que arrecada fundos para manter seus programas de TV. A porta está aberta a “qualquer pessoa que receba de Deus a visão de abençoar vidas, proclamando o Evangelho por meio das mensagens do pastor Malafaia”, explica o dono do site e da igreja. Dependendo do tamanho da carteira, seu título de parceiro também cresce: o ‘Especial’ paga R$ 15 mensais, o ‘Fiel’ doa R$ 30 e o ‘Gideão’ entra na cota de sacrifício do martelinho: R$ 1 mil mensais, com direito a um exemplar por mês da revista Fiel, livros, Bíblias e um cartão para 10% de descontos nos produtos da Editora Central Gospel comprados pelo telemarketing, “desde que não esteja em promoção”.

Virar parceiro do pastor é fácil, pagar é muito mais. A organização abençoada de Malafaia trabalha com o ganhoso instrumental financeiro de uma grande loja de departamentos, como convém a este éden da prosperidade. A igreja Vitória em Cristo opera, sem preconceitos, com cartões Visa, Master, Diners, Amex ou Hipercard e tem contas abertas, sem discriminação, com o Banco do Brasil, HSBC, Bradesco ou Itaú, além de trabalhar com boletos bancários ou cheques nominais. Malafaia aceita boletos antecipados para o ano todo, mas nenhuma contribuição abaixo de R$ 15. Acima, pode.

Abobrinhas e beterraba

Agora, esse mundo dourado de riquezas, promessas, ofertas, obras e fartura vai ganhar outro e inesperado púlpito: um espaço de brilho, luzes e discussões mundanas, terrenas, insinuantes, quase lascivas. Começa na terça-feira (10/1) a 12º edição do ‘Big Brother Brasil’, o reality showda Globo que arrebata o país por 12 semanas no seu jogo canalha de perfídias, traições, intrigas e sensualidade explícitas, onde garotas curvilíneas e garotos musculosos, todos transbordantes de hormônios e carentes de neurônios, desfilam suas abobrinhas em diálogos patetas e reflexões idiotas. O jornalista Eugênio Bucci, professor de Ética Jornalística da ECA-USP e da ESPM, de São Paulo, tatuou o BBB como “o mais deseducativo programa da TV brasileira, onde a fama justifica qualquer humilhação”.

Na TV, onde nada se cria e tudo se copia, a Record também tem sua versão BBB, “A Fazenda”, com mais roupa e a mesma dose intragável de papo imbecil. A personal trainer Joana, a vencedora da versão 4 da Fazenda, que acabou em outubro passado, arrebatou R$ 2 milhões após encontrar uma beterraba premiada, entre outros sofisticados desafios intelectuais.

Apesar dessa crônica indigência, mais de 130 mil jovens brasileiros se inscreveram para o BBB12, ao longo de sete meses, filtrados em seletivas regionais em 10 capitais. É uma febre televisiva que pode parar até a maior cidade brasileira, São Paulo, onde chega a bater em 40% do Ibope, o que significa quase dez milhões de telespectadores, metade da população da Grande SP.

A vencedora do BBB de 2011, a modelo paulista Maria Helena, 27 anos, de São Bernardo do Campo, faturou um cheque de R$ 1,5 milhão ganhando o voto por telefone de 51 milhões de pessoas. Se fosse candidata a presidente em 2010, Maria Helena, capa da edição de junho de 2011 da revista Playboy, teria derrotado José Serra por mais de sete milhões de votos e perderia para Dilma Rousseff por menos de cinco milhões.

Boninho, o diretor do BBB, apimentou a receita em 2012, para horror do pastor Malafaia, infiltrando quatro homossexuais entre os doze sarados concorrentes. “Três dos quatro gays são mulheres”, adiantou o lúbrico Boninho no seu tuíter. Ele não disse, mas o programa de 2012 terá também a atração extra de duas evangélicas, a assistente comercial mineira Kelly, 28 anos, e a zootécnica baiana Jakeline, 22. O empresário Danilo Leal, 45 anos, pai de Jakeline, acha que a filha vai resistir bem ao paredão impiedoso do BBB, apesar de evangélica: “Ela não é recatada. Espero que Jakeline aproveite bem seus 15 minutos de fama e faça o pé de meia”, reza o empresário, dando sua sanção paternal para o que der e vier.

Não se sabe ainda o tamanho do fio-dental que as duas evangélicas vão exibir na casa mais vigiada do Brasil, nem o salmo que irão recitar debaixo do edredom, cercadas por tantas câmeras indiscretas. Não deixa de ser simbólico que, cinco séculos após ser cravado nos portões da igreja de Wittenberg, o credo rigorosamente puritano e austero fundado pelo cisma de Luterano infiltre duas crentes assanhadas e iconoclastas no cenário conspícuo do programa mais ímpio da maior rede brasileira de TV aberta. A explicação, certamente, não está nas páginas lambidas da Bíblia dos templos e igrejas desta terra supostamente laica, mas nas cédulas louvadas do dinheiro ungido pela graça divina e pela licença dos homens neste país tropical, que Jorge Ben resumiu como “abençoado por Deus e bonito por natureza”.

A louvação ecumênica ao dinheiro pintado pela hipocrisia de todos os credos esclarece, em parte, a progressiva invasão destes templos cada vez mais eletrônicos, escancarados por vendilhões cada vez mais acessíveis a espertalhões cada vez mais abusados no assalto à boa fé de sempre dos desesperados.

O velho evangelista Kenyon, profeta dessa cínica doutrina da prosperidade, poderia traduzir este Armagedom moral com o mantra invertido da religião de resultado que inventou: o que eu possuo, não confesso.


Leia mais em http://www.paulopes.com.br/2012/01/falta-coragem-as-autoridades-para-dar.html#ixzz1jF1F045j
Paulopes só permite a cópia deste texto para uso não comercial e com a atribuição do crédito e link.

Resposta do Rafael, ao Deputado Jean Wyllys





Brasil: Um país onde os políticos não tem a educação que deveriam ter



Quem assiste a TV Senado ou a TV Câmara, ou outras emissoras similares já deve ter visto algum “bate-boca” entre políticos com as frases que vou citar abaixo: -

Vossa excelência é um grande idiota (1) -

Vossa excelência é um grande imbecil! (2) -

Vossa excelência deixe de ser ignorante… (3)

 Se não foram exatamente essas frases, você ouviu outras deste mesmo nível ou até com um linguajar bem pior. Quem não se recorda da Senadora Marta Suplicy, que quando ministra, mandou o povo que sofria com a greve dos aeroportos “relaxar e gozar”?

 Coisas assim me dão a certeza que muitos dos políticos de hoje são descontrolados, despreparados para o debate, sem vocabulário e, sobretudo, sem a educação para o cargo que ocupam. Um político precisa ser versado na arte das palavras e preparado para diante do debate não perder a compostura. Não é bom para o país, termos pessoas que nos representem xingando e esbravejando a torto e a direita.

 É preciso ter consciência que quando ocupamos um cargo (seja ele qual for) estamos representando alguém. Um vendedor representa a empresa na qual trabalha. Se ele grita com um cliente, ele não suja apenas seu nome. Suja o nome da empresa na qual trabalha. Um político representa o povo que votou nele. Se o político é despreparado para o cargo que ocupa, significa que todos os eleitores que votaram nele serão mal representados.

 Digo isso, porque a coisa no Brasil está feia! Pior que a encomenda. Não bastasse os políticos brasileiros atacarem uns aos outros no mesmo país com xingamentos grosseiros, agora perderam a noção do senso cívico e começaram a atacar os chefes de estado.

 Esses dias, o Deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) ao saber da reunião do Santo Padre – Bento XVI (Chefe da Igreja Católica e Chefe do Estado do Vaticano), com o seu Corpo Diplomático, o chamou publicamente de nazista e genocida em potencial para que o mundo inteiro escute. Veja o discurso do Santo Padre aqui:
http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2012/january/documents/hf_ben-xvi_spe_20120109_diplomatic-corps_po.html


Esse deputado, defensor da causa gay, é o mesmo que participou de um Reality Show famoso. Ele já está se destacando entre os homossexuais como a voz do LGBT no congresso, haja vista que Marta Suplicy anda perdendo seu trono desde que recuou e mexeu na PL 122 – A Lei da Mordaça Gay tentando aprová-la.

 Eu como cidadão ao ler tal coisa, confesso que senti vergonha de ser brasileiro, e de ter no Congresso do meu país alguém tão despreparado como este senhor. Aqui não estou nem falando como católico. Falo como cidadão brasileiro. Repito: Um político precisa estar pronto para o debate, usar as palavras na hora certa da melhor forma possível. É lamentável a postura de um deputado que ofende publicamente um Chefe de Estado. Aliás, é lamentável, um deputado brasileiro que ofende qualquer pessoa. Quem votou neste senhor, não se esqueça: foi protagonista desse fato vergonhoso! Que ele falasse da sua discordância com o discurso do Papa. Isso ele e todos os cidadãos têm direito de fazê-lo. Mas como deputado usar os termos chulos e vulgares que ele usou, acho que é sem cabimento nenhum.

 Como eu não votei, não voto, e nunca votaria em alguém com este tipo de perfil, me uno aos amigos que estão organizando um movimento chamado #RetrateseDepJeanWyllys. Eles estão organizando um twittaço no dia 19 de janeiro às 18h, pedindo que essa retratação seja feita não porque ele concorda ou não com o Papa, mas pelo cargo que ele ocupa no Brasil, e por ter xingado publicamente uma autoridade civil que merece o respeito por ocupar tal cargo. Repito: Um deputado não pode ofender um chefe de estado. Se não me engano, isso em outros países seria um caso de política internacional. Acho que isso é mais que um dever: É uma obrigação! Um político brasileiro jamais pode faltar com diplomacia para um chefe de estado em lugar nenhum e em hipótese alguma, sobretudo nos meios de comunicação. Acredito que precisamos nos manifestar sobre isso, exigindo uma postura adequada dos nossos políticos. Já que estão lá, porque não se comportar direitinho? Ninguém tem o direito que de exigir que ele concorde com o Papa ou com a Igreja. Mas por se tratar de um deputado, é necessário o mínimo de educação.



 Quando eu era criança, minha mãe dizia que quem falasse palavrão ou xingasse alguém, ia ficar com um ovo quente na boca para queimar a língua e aprender a ter modos. Graças a Deus nunca precisei disso. Mas acho que alguns “Vossa excelência” que temos por ai, mereciam um ovinho quente na boca. Ah mereciam!

 Pax Domini


 Obs.: Se você deseja enviar uma mensagem para o citado Deputado, clique aqui e acesse o site.

 http://www2.camara.gov.br/participe/fale-conosco/fale-com-o-deputado?DepValores=530145-RJ-M-PSOL&partidoDeputado=PSOL&sexoDeput

É bom que você escreva. Ele precisa saber o que pensamos a respeito da sua postura inadequada.





Fonte:
http://domvob.wordpress.com/2012/01/12/brasil-um-pais-onde-os-politicos-nao-tem-a-educacao-que-deveriam-ter/

Sessão "canalhice cor-de-rosa": Jean Wyllys retira todos os comentários de protestos postados em seu perfil no Facebook




Indivíduo alega que papa acoberta pedófilos mas ele mesmo não fala de seu amigo Luiz Mott, que é um pedófilo assumido.

 Após a denuncia de vários blogs católicos, uma enxurrada de mensagens de protestos foram colocados no perfil do deputado Jean Wyllys. Senti orgulho de ser católico ao ver tantos valorosos soldados de Cristo defendendo com bravura a Santa Igreja.

 Todavia, a covardia deste senhor, embebido pela vaidade e arrogância, bem como a doença mental esquerdista da mentalidade revolucionária o fez retirar todas as mensagens de protesto. Um ato covarde que mostra muito bem o baixo caráter, a má formação moral deste senhor, seu absoluto despreparo para exercer qualquer cargo público ou privado.

 Este cidadão que busca a tal “igualdade”, não suporta opiniões contrárias a suas, nem críticas e nem discursos que pulverizem suas ideias vazias, repletas de slogans e propaganda revolucionária já por muitas vezes refutadas.

 O caso aqui em questão é muito grave. Acusar um chefe de estado e líder da maior instituição caritativa e assistencialista do planeta terra em todos os tempos é um crime. Mais criminoso ainda é a motivação que o fez cometer esse crime, que foi o puro ódio insano, fundamentalista e ditatorial, demonstrado por este ato antidemocrático e patético.

 O “nobre” deputado Wyllys mostra que sua causa está muito distante de querer direitos para os homossexuais, mas muito próxima ao desejo de implantar no Brasil uma república popular aos moldes da existe hoje em Cuba, país de seus ídolos Fidel Castro e Ernesto “Chê” Guevara. Não digo aqui de maneira nenhuma que o senhor Jean Wyllys tenha a sanha assassina de seus ídolos, pois não observei atitudes concretas nesse sentido. Porem, é fato e notório que o senhor Wyllys nutre um ódio profundo e arreigado contra o cristianismo. Sentimento esse que sega-o de maneira a não permitir que veja pela quantidade de comentários postados em seu perfil no Facebook o tamanho da brutalidade cometida contra os católicos brasileiros.

 Este episódio mostra a incompetência e a incapacidade deste senhor de ser um homem público. Uma das regras mais elementares do homem público é expor suas ideias sem medo das críticas que elas possam sofrer. Se o senhor Wyllys não está preparado para ouvir oposições a suas teses, que fique fora da vida pública. O deputado Bolsonaro ao ser acusado de racista e “homofóbico” não teve medo de dar sua cara a tapa na imprensa que dia após dia massacrou-o com a perseguição e o patrulhamento ideológico outra regra importantíssima do homem público é o compromisso com sua palavra. Se o deputado não tem compromisso com o que diz, ventilando palavras acusatórias auleu sem ter conhecimento e base para sustentar-las, mostra que esta regra básica e importantíssima da vida publica e também da vida intelectual lhe falta.

 Essa tônica xenófoba dos ativistas gays, representados aqui na pessoa do senhor Wyllys, com relação aos cristãos mostra o perigo que representa projetos como o PL-122 para a ordem pública e constitucional do país. As agressões a religião promovidas por militantes da causa gay, como as Irmãs da Perpétua Indulgência, que acontecem em todo o mundo demostram o que digo.

 Aproveito este artigo para felicitar todos os bravos católicos que ontem defenderam com valor a Fé Católica de sempre e o Santo Padre contra todos aqueles que insistem em destruir-lo, mas sempre em vão. “As portas do inferno não prevalecerão”, nos promete Nosso Senhor Jesus Cristo ao fundar a Igreja Católico sob a Sé de São Pedro. Porem, devemos lembrar que as batalhas são ganhas por meio de luta. Não só este episódio tem que nos indignar, mas qualquer ataque que a Igreja sofra, seja por dentro ou por fora, os inimigos de Cristo devem perecer não pela violência física ou mental, mas pela força da oração e da pregação intrépida e fiel ao Magistério Perene, ainda que para isso precisemos empregar nossas vidas, bens, liberdade, reputação e honra.

 Deus lo Vault, Deus o Quer era o brado dos cristãos ante as cruzadas. É este o mesmo brado do honra e glória que devemos soltar do mais profundo da nossa alma para seguir a frente, como bravos soldados do Cristo Rei na luta contra as heresias e o paganismo que o mundo de hoje mergulha cada vez mais. Nos vemos nos campos de batalha.

 Viva Cristo Rei e Salve Maria!


http://sentircomaigreja.blogspot.com/2012/01/sessao-canalhice-cor-de-rosa-jean.html




quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Varre Varre vassourinha...Nova unção neo-extravante!


bruxa grd


Dando sequência à sua incansável campanha pela desevangelização do Brasil, muitos "pastores evangélicos" se esforçam ao máximo em fazer malabarismos esotéricos combinados com contorcionismos verborrágicos para vender ao seu rebanho um vão sincretismo religioso, pinçando passagens da Bíblia para criar "doutrinas" exóticas, como essa ampla variedade de "unções" que são indiscriminadamente negociadas no mercado gospel, em detrimento da única unção que o cristão tem, que é o Espírito Santo (1ª João 2:20). Registre-se que eles têm uma criatividade imensa para ficar inventando nomes para as suas simpatias, mas já são tantas que está difícil encontrar um nome assim pomposo, daí talvez terem que utilizar essa voz impostada para enganar os incautos. Agora é a vez do "pastor" do vídeo abaixo inventar uma tal "unção da vassoura" (com óleo de fogo ainda) pro "deus" dele limpar a sua vida e a sua casa. Pelo menos a gente arranja ainda mais inspiração pra pedir ao Deus verdadeiro que faça uma faxina urgente na igreja que se diz dEle:
















 Fonte:http://ocontornodasombra.blogspot.com/2012/01/uncao-da-vassoura.html?spref=tw

Mais uma para culpar o diabo - twitter e Facebook são do capeta!






Davi Miranda diz: Facebook e Twitter são do diabo!

Primeiro foi o rádio depois a televisão agora a o internet é do diabo por causa do twitter e do Facebook. Mais novidade do mundo gospel brasileiro e suas bizarrices!















Igreja Mundial: Ex pastor afirma que drogas e festas são liberadas na denominação




Drogas, orgias e festas na Igreja Mundial do Poder de Deus, este foi o depoimento de um suposto ex-pastor da denominação. Sem identificar o rosto, o rapaz identificado como Joaquim concedeu entrevista ao Bispo Romualdo da Igreja Universal do Reino de Deus na programação da IURD TV. Até bispos da Mundial foram citados pelo jovem.


 A história de Joaquim começa como membro da Igreja Universal, após anos na denominação ele diz ter trocado o Bispo Macedo pelo Apóstolo Valdemiro da Mundial. Elevado a categoria de pastor ele afirma ter ficado três anos na Igreja Mundial e viu muitas coisas que abalaram a sua fé, entre elas falsidade, prostituição, drogas, festas e bebidas. “Na hora do culto choramos com o povo, por trás damos rizadas”, afirma.


 O caso mais grave relatado segundo o jovem é de que os pastores da Mundial fazem troca de favores sexuais para alcançar uma igreja melhor. “Chegava casos de bispos que diziam você quer uma igreja de ‘tanto’ então você vai ter que me dar a sua filha e a sua mulher também, na frente do pastor tinha que fazer a relação sexual.”

 Confira a gravação do ex pastor da Igreja Mundial:



Vale ressaltar que as acusações são muito sérias e se forem provadas rendem um grande processo.


 Fonte: Pátio Gospel Noticias

Em entrevista, pastor que foi agredido por protestar durante a Marcha para Jesus, afirma que líderes evangélicos “são todos farinha do mesmo saco”. Confira




O pastor Paulo Siqueira, organizador de protestos durante a Marcha para Jesus, e que chegou a ser agredido em uma das edições do evento, afirmou em entrevista que “está acontecendo um mover em prol de uma Reforma em tudo, pois a verdade precisa prevalecer”, referindo-se ao movimento evangélico brasileiro.

 Siqueira, que é pastor licenciado da Igreja do Evangelho Quadrangular, entende que o evento que atrai milhões de pessoas virou “palanque político”, e se tornou um mercado de negócios “e lucros para gravadoras”.

 Na entrevista ao site Folha Renascer, afirmou que “Silas (Malafaia), (Edir)Macedo, (Estevam) Hernandes, Valdemiro (Santiago), Renê (Terra Nova), R. R. Soares, apesar de estilos diferentes, são todos farinha do mesmo saco: utilizam-se do pragmatismo em seus ministérios. Todos vivem e pregam suas verdades absolutas, e seus ministérios têm um único sentido: a exaltação do eu e a supremacia do ego humano”. 


Sobre seus protestos durante a Marcha, em que usa o slogan “Voltemos ao evangelho puro e simples, o ‘$how’ tem que parar”, Siqueira afirmou que não é contra a Marcha para Jesus, mas que atualmente não apóia o evento porque virou negócio: “O que somos contrários é a mercantilização que ela se tornou. Hoje a marcha é de tudo, menos de Jesus”.

 Para Paulo Siqueira a Marcha para Jesus se tornou uma atração de entretenimento. “reunião de crente para sambar e dançar axé, paquerar, beijar na boca, como uma balada qualquer, só isso é uma grande perda de tempo. Onde está a pregação da Palavra que transforma, que chama o ser humano ao arrependimento, a Palavra inspirada por Deus que liberta, quebranta, e faz nascer novas criaturas diante de Deus?”, questiona.


Resignado, o manifestante conta que seus protestos já resultaram em agressão física e perda de amigos: “perdemos o respeito de algumas pessoas, andamos com medo de sermos agredidos ou até mortos por membros de certas igrejas. Na última Marcha, fomos agredidos de forma covarde pelos seguranças de uma igreja. Identificamos os agressores de forma até fácil, foi só ir aos cultos de certa igreja. Porém descobrimos que eles eram policiais, e segundo orientação de membros dissidentes da igreja deixamos o caso de lado, pois se foram capazes de nos agredir no meio da multidão, o que não são capazes de fazer conosco na calada da noite?”.

 Ele conta ainda que essas consequências fizeram com que pessoas próximas, que antes eram ativistas como ele, abriram mão de lutar pelo que acreditavam: “Alguns irmãos do movimento, por medo de alguma represália a seus familiares, desistiram do movimento”.

 Leia abaixo, a íntegra da entrevista concedida por Paulo Siqueira:

 Paulo, o senhor realmente é pastor da Igreja Quadrangular? Se sim, você continua exercendo seu ministério? 

 No momento estou fora do ministério pastoral, pois todos meus esforços estão nos meus estudos e no Movimento pela Ética Evangélica Brasileira. Deixei meu ministério por não querer envolver a igreja neste projeto e por também não concordar com muitas coisas dentro da IEQ, que também passa por turbulências doutrinárias e desvios terríveis na sua liderança. Eu e minha família estamos bem, como simples membros de uma igreja no interior de São Paulo, onde já fui membro do ministério, mas apesar de todo respeito que temos do pastor, da liderança e dos membros, insisto em ser apenas um membro do Corpo. No momento, meu foco é principalmente na minha vida acadêmica, e também no objetivo de publicar minhas pesquisas sobre a realidade da igreja brasileira. Busco no momento o mestrado e apoio na publicação das minhas pesquisas. 


 Em relação ao ministério, continuo atuando quando convidado em congressos, fóruns e cultos regulares na igreja de amigos que reconhecem minha ordenação. Não faço questão do título pastoral, porém devido à minha formação acadêmica e ao reconhecimento de muitos amigos, ainda sou chamado de pastor por alguns, o que para mim não faz a mínima diferença. Meus esforços são para ser chamado por Deus no grande dia do trono branco. (Mateus 7:20-23) 


 Não aceito convites para ministração em igrejas frutos de divisões ou rachas turbulentos, como muitos que fazem parte do cotidiano eclesiástico. Não aceito nenhuma forma de pagamento por minhas ministrações, nem mesmo apoio na condução. Meu ministério é totalmente isento de fundos financeiros. Sou um sacerdote e não um homem de negócios. Pois o que de graça recebi, de graça dou.( Mateus 10:08)]Quero deixar claro que foi minha a opção de sair do ministério, já recebi vários convites pra assumir igrejas no interior e em São Paulo, ou para dar aula em seminários ou até mesmo para atuar como co-pastor. Para estar à frente do movimento, é preciso estar livre de qualquer laço eclesiástico, pois é preciso liberdade para agir e assumir as responsabilidades sem prejudicar ninguém. 

 O apóstolo Estevam em entrevista a revista Kerigma em 1990 afirmou que “movimento como esse, liderado pelo bispo Macedo, não aconteceriam” se as igrejas evangélicas estivessem abertas as necessidades do povo. O também pastor Silas Malafaia aderiu recentemente a moda da Teologia da Prosperidade. Na sua opinião, o que aconteceu com estes e tantos outros líderes? 


 Primeiramente é preciso dizer que Silas, Macedo, Hernandes, Valdemiro, Rene, R. R. Soares, apesar de estilos diferentes, são todos farinha do mesmo saco: utilizam-se do pragmatismo em seus ministérios. Todos vivem e pregam suas verdades absolutas, e seus ministérios têm um único sentido: a exaltação do eu e a supremacia do ego humano. Para isso, em tempo e histórias diferentes todos buscaram apoio nas mesmas fontes: o pentecostalismo em decomposição americano. No retorno ao Brasil, se posicionaram como inventores da roda, ou como aqueles que acabaram de encontrar Deus no Monte Sinai, com suas verdades absolutas nas mãos, como as tábuas da Lei. 


 A partir disso, a história está aí para todos verem. Uns estão no auge, outros na moda, e outros em decadência (acredito que em extinção). Nessa busca desenfreada “pelo sucesso”, quem ficou para trás foi a revelação da Palavra de Deus, a vontade de Deus e Seu Reino, e logicamente os que sofrem e clamam por justiça e paz. Digo isso não como mero expectador, mas como um pesquisador da realidade de muitas igrejas. Não falo simplesmente do que ouço ou leio, mas sim do que vejo, pois participo de muitos cultos, de reuniões e encontros de conselhos de pastores, e tenho muitos amigos no ministério, sem contar o contato com as diversas pesquisas sobre o fenômeno religioso. 


 Para isso, é possível exemplificar com a realidade da própria Renascer. Eu conheço a Renascer desde seus cultos iniciais com Tio Cássio e sua turma. Participei de muitos cultos nas segundas-feiras, participei de encontros, congressos, de ordenações, santas-ceias, ou seja, conheço um pouco da história, e sei bastante dos bastidores, pois tive muitos colegas que migraram para o ministério, quando a Renascer ainda era a “bola da vez”. Por isso, posso afirmar que não só o Macedo, mas muitos líderes eclesiásticos, se esqueceram do povo no meio do caminho. Esqueceram-se da ordenação de Pedro: não se esqueçam nem dos órfãos e nem das viúvas. 

 Você é o responsável pelas manifestações contra a Marcha para Jesus. O slogan “Voltemos ao Evangelho Puro e Simples. O show tem que parar”, quer dizer o que? Qual o intuito da manifestação? 

 Primeiramente é preciso dizer que não somos contra a Marcha para Jesus, ao contrário, somos a favor que ela seja realmente para Jesus. A marcha, em seu propósito inicial, é um grande evento para a evangelização de muitos. O que somos contrários é a mercantilização que ela se tornou. Hoje a marcha é de tudo, menos de Jesus. 


 Ela é palanque político, ela é palco para apresentação e lucros de gravadoras. Ela é a forma de exaltação humana e ministerial. Ela é a forma de barganha com o poder público, pois serve de vitrine e capacitação daqueles que buscam o poder através de votos. Enfim, serve para tudo, menos para louvar e engrandecer ao Nome do Senhor. Nossa luta é que a marcha volte a ser realmente de Jesus. No ano passado demos um exemplo: fomos com um grupo doar sangue no banco de sangue do Hospital das Clínicas. Eu pergunto: o que a marcha faz em prol dos que sofrem? Nem alimentos são recolhidos! Sou até a favor de recolher uma oferta em prol de desabrigados, ou para socorrer vítimas de desastres naturais, que todo dia acontece. Seria uma forma de dizer ao mundo que a igreja se importa com o sofrimento e a dor de muitos. Agora, reunir dois, três milhões de pessoas para exaltação humana, isto merecia fogo do céu. 


 Eu e minha esposa Vera, indignados com a realidade da igreja brasileira, há muito tempo buscávamos diante de Deus alguma direção para que algo fosse feito a fim de que muitos tivessem seus olhos abertos para a realidade da vontade de Deus para a Sua Igreja e para o mundo. É preciso lembrar que sou um teólogo e um estudioso da Palavra de Deus desde minha infância. Espiritualidade para nós é nosso modo de vida. Com isso, após acompanhar o retorno da família Hernandes, após a prisão nos EUA, para o Brasil, e ver que mais uma vez o dinheiro, a mentira e as armações políticas iriam prevalecer diante de toda a sujeira pecaminosa envolvendo o contexto, numa noite, enquanto voltava da faculdade, tive em minha mente essa frase: “voltemos ao Evangelho puro e simples, o $how tem que parar”. Corri para minha casa, comuniquei minha esposa, e assim nasceu o slogan do movimento. 



 Voltemos ao Evangelho, por quê? 


 O que temos visto em muitos púlpitos são movimentos puramente humanos, reflexos da vaidade e da soberba de muitos homens, totalmente em desacordo com as tradições e contextos históricos do verdadeiro cristianismo. São atos que transformaram a igreja em um verdadeiro picadeiro ou palco, onde o misticismo, as mágicas, as palavras desencontradas ou até mesmo dirigidas por técnicas de neurolinguistica, fazem com que a herança cristã não seja a essência em muitas igrejas. 


 Exemplifico com a exacerbação do poder pessoal do pastor ou do líder, que se auto intitula apóstolo, bispo, patriarca, etc., fazendo com que não haja espaço para outro senhorio, a não ser o do líder, que no caso da Renascer chegou aos extremos, ao ponto de membros da igreja tatuarem em seus corpos que morreriam pela sua liderança. 

 Puro e simples, por quê? 

 Porque os evangelhos nos mostram, através da vida dos apóstolos e da Igreja Primitiva, que devemos seguir a simplicidade de Cristo, e acima de tudo, a Sua pureza, tanto na vida pessoal como na vida espiritual, nos alertando a viver uma vida em santidade. Isso quer dizer que nossa vida cotidiana deve seguir os padrões morais e éticos dentro das essências do Evangelho. Para isso, o Senhor Jesus nos enviou o Espírito Santo, para nos capacitar com os Seus frutos na vida neste mundo tenebroso. Isso quer dizer que aquele que vive segundo os preceitos bíblicos não vive segundo a ganância e os desejos do mundo. Isso inclui todos os desejos pertencentes ao contexto mercadológico do mundo, pois prosperidade é uma das grandes promessas de Deus, porém não é fruto de vaidades e ganância. 

O $how tem que parar, por quê? 

 Porque a casa de Deus é casa de oração, casa de súplicas, local santo, onde homens e mulheres se achegam diante de Deus para O louvarem e Lhe render graças. Não é local para exaltação humana, mas ao contrário, é o local onde os humanos se anulam para que o Criador seja exaltado, pois Ele é o único digno de ser louvado. O $how tem que parar porque a igreja perdeu sua identidade, perdeu sua herança histórica. Muitos frequentadores de igrejas evangélicas nada sabem da história do cristianismo, de seus valores e de todo o contexto litúrgico, histórico, que envolve o ser igreja. Basta, para isso, buscarmos em muitas igrejas marcas da Reforma Protestante, marcas de um verdadeiro protestantismo. Muitas igrejas pentecostais nem sequer sabem o porquê do pentecostalismo. Com isso, o que temos é uma igreja como instrumento de entretenimento pessoal e social, muitas igrejas se tornaram verdadeiros clubes sócias, onde encontro minha tribo, onde vou desfilar meu tênis, meu celular, meu perfume minhas roupas caras. E hoje, com a Teologia da Prosperidade e os movimentos místicos e mágicos, muitos cultos se distanciaram de forma assustadora das essências do cristianismo. 

Se a marcha para Jesus fosse liderada por outra pessoa, o senhor apoiaria? 

 Como disse anteriormente, não tenho nada contra a Marcha. Sou totalmente a favor, desde que ela seja fundamentada na evangelização e resposta à responsabilidade social da igreja para com o mundo. 


 Agora, reunião de crente para sambar e dançar axé, paquerar, beijar na boca, como uma balada qualquer, só isso é uma grande perda de tempo. Onde está a pregação da Palavra que transforma, que chama o ser humano ao arrependimento, a Palavra inspirada por Deus que liberta, quebranta, e faz nascer novas criaturas diante de Deus? 


 Muitos desses sermões não podem ser pregados, pois os líderes não têm autoridade moral para pregar contra o pecado. Então tudo se resume a falsas promessas, busca de poder e testemunhos para exaltação humana. Enquanto a Marcha for palanque político e fugir dos verdadeiros propósitos da sua existência, nós estaremos lá para dizer a todos que Deus está esperando seu povo acordar do sono da indolência e da preguiça. Oramos para os olhos de muitos sejam abertos para isso. 


 O povo evangélico tem um débito muito grande com o Brasil, por conta da ganância de alguns líderes, que só enxergam seus umbigos sem olhar para mais ninguém. Dizia-se no início da marcha: o Brasil será do Senhor Jesus. Quando??? A Palavra nos diz que Ele não barganha sua glória com ninguém. 


 Como outro líder, se a Marcha tem dono e até registro de patente, o que a torna uma marca registrada, um produto de uso exclusivo de um único grupo?Qualquer utilização da Marca registrada incorrerá em ônus financeiro. Então, como é possível outro líder? 


 Isso só seria possível se houvesse uma renúncia ou a união verdadeira através do reconhecimento de outros ministérios. É o primeiro passo para que a Marcha volte a ser realmente de Jesus, e deixe de ser um evento eleitoreiro e mercantilista. 

 As manifestações na marcha para Jesus já tiveram consequências graves para vocês? 

 Sim, claro. Perdemos amigos, perdemos o respeito de algumas pessoas, andamos com medo de sermos agredidos ou até mortos por membros de certas igrejas. Na última Marcha, fomos agredidos de forma covarde pelos seguranças de uma igreja. Identificamos os agressores de forma até fácil, foi só ir aos cultos de certa igreja. Porém descobrimos que eles eram policiais, e segundo orientação de membros dissidentes da igreja deixamos o caso de lado, pois se foram capazes de nos agredir no meio da multidão, o que não são capazes de fazer conosco na calada da noite? Alguns irmãos do movimento, por medo de alguma represália a seus familiares, desistiram do movimento.


 O que nos assusta é fato de uma repórter da Folha de São Paulo presenciar a agressão, isso provado por vídeo disponibilizado no Youtube por uma pessoa que filmou pelo celular, e pelo crachá que ela portava, e depois a própria redação dizer que ela não existia. A partir disso, estamos agora tomando todos os cuidados possíveis, pois percebemos que a Marcha tem de tudo, até intenções nada cristãs na sua liderança. Acredito que agora vão tomar mais cuidado, pois estamos exercendo nossos direitos, e legalmente nada de ilegal estamos fazendo. Se algo mais sério acontecer será mais um processo na lista enorme de irregularidades de certas igrejas. Mas nós também acreditamos na justiça de Deus, que não se compra com bons advogados. 


 Fico feliz, pois recentemente tive um encontro com o líder da Marcha e agradeci a ele pessoalmente pela agressão sofrida. 


 Mas nem tudo são derrotas, já conseguimos despertar grupos em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Amazonas, nordeste. Grupos que estão abrindo seus olhos e proclamando o Evangelho puro e simples em suas cidades e igrejas. Pois onde está tendo uma marcha, lá está alguém com a faixa e as camisetas proclamando a volta ao Evangelho puro e simples de Jesus. 


 Recebemos emails e telefonemas de todos o Brasil e até do exterior em apoio ao nosso movimento. Já tentaram nos enviar ofertas para ajuda do movimento, o que não aceitamos, pois queremos mostrar que os verdadeiros valores da igreja não são movidos pelo dinheiro de quem participa, mas sim pelo amor ao Evangelho e aos que sofrem no mundo. 


 O que defendemos é uma igreja justa e verdadeira, que assuma sua responsabilidade social, que ame os que sofrem. Que não barganhe a Graça de Deus pelos tesouros desta terra. Que a igreja seja realmente sal e luz para o mundo, e homens e mulheres sejam realmente habitação do Deus altíssimo e encham a terra da Glória de Deus, sem ter que para isso vender suas almas ao deus deste mundo. Combatemos a teologia da prosperidade, pois ela em nada tem a ver com a realidade do nosso país. É uma teologia manipulada por teólogos irresponsáveis e gananciosos vindos principalmente dos EUA, com sua ganância, para deturbar nossa cultura e se aproveitar da imaturidade de nossos líderes e suas igrejas. Muitos são os cegos pela prosperidade, vinda do consumismo desenfreado que congela e endurece os corações, e cega o ser humano para as verdadeiras necessidades e verdades do mundo. 


 Uma teologia que não se relaciona com a verdade da vida, para nada serve. A prosperidade só traz proveitos para seus proclamadores, que enriquecem aos olhos de todos que, cegos na esperança de prosperar, de igual forma não enxergam as verdades. Essa é nossa luta: abrir os olhos e quebrar as correntes e libertar a muitos desta cegueira espiritual, que é o grande mal dos nossos dias. 

 Recentemente você e alguns de seus manifestantes, fixaram algumas folhas na porta da igreja Renascer. O que estava escrito nessas folhas e se esse tipo de ato não seria mais algo carnal do que espiritual? 


 Sim, fomos nós, no dia 31 de outubro, dia da Reforma Protestante, que fixamos a Declaração de Cambridge . Pena que muitos não leram (a igreja brasileira não é estimulada a buscar o conhecimento, que traz a verdade). Eram as bases do protestantismo vinda da Reforma Protestante. Bases que poderiam abrir os olhos de muitos para as verdades sobre a igreja de Cristo no mundo. 


 Sobre ser espiritual ou carnal, nossos atos são movidos no sentido de que todo misticismo e as meias-verdades de alguns líderes e ministérios caiam por terra. Para isso, nos utilizamos de bases perpétuas, documentos históricos da fé cristã, para mostrar que essas igrejas e suas lideranças não estão de acordo com as verdades bíblicas. 


 Não falamos de nós mesmos, mas sim daquilo que a Palavra já nos revelou. Como teólogo que sou, tenho total liberdade para expressar minhas críticas e meus pontos de vista a respeito de qualquer forma de fé. Para isso, estudo e continuarei a estudar. 


 Já publiquei no Youtube minhas opiniões e estou totalmente aberto ao debate, sei que isto vai ser difícil, pois alguns líderes dizem que somos insignificantes. Talvez um dia, quando estivermos aos milhares em nossos protesto, nossos blogs e sites e nossas ideias sejam melhor percebidas. 


 Em nossos projetos estão muitos outros atos públicos, que vão com certeza chamar a sociedade a refletir sobre a realidade pregada por muitos ministérios.


 É preciso lembrar que o próprio Jesus reprimiu a banalização da fé no templo, e eu pergunto: Ele agiu na carne ou foi espiritual? ”E os ensinava, dizendo: Não está escrito: A minha casa será chamada, por todas as nações, casa de oração? Mas vós a tendes feito covil de ladrões”. (Marcos 11:17) 

 Depois de tantas provas contra o apóstolo Estevam e a bispa Sonia Hernandes, muitos membros e não membros continuam defendendo-os. Como o senhor vê isso? 

 São frutos das meias-verdades. A fé só tem sentido quando acrescida de racionalidade, fora disso temos o fanatismo fundamentalista de diversas religiões. Para mim, todo ser humano deve ter uma segunda oportunidade, bastaria o casal se dizer arrependido, pois o perdão eles acertariam com Deus. O que fico indignado é que eles vivem como se nada estivesse acontecendo. Todo o mundo está errado, e eles certos. Posso amar alguém de toda forma possível, porém não posso ir contra a verdade e o que é justo. 


Tornamo-nos iguais aos que praticam a iniquidade se a eles nos unirmos. Ou seja, são tantos pontos em contradição com a Palavra, que espero que Deus tenha misericórdia e que mais pessoas não sejam prejudicadas com tudo isso. O que dizer da saída do Kaká e sua família, e agora a saída contínua de bispos e pastores? Quantas pessoas mais terão que morrer para que a verdade seja reconhecida? 


 Tenho acompanhado as notícias e comentários no site da Folha Renascer e vejo que já está acontecendo um mover em prol de uma Reforma em tudo, pois a verdade precisa prevalecer. São tantos processos, denúncias. 


 O maior cego é aquele que não quer ver. E nesse sentido pode-se chamar de tudo, menos fé, pois a fé tem um sentido. Para mim, esse apoio pode ir de sentimentalismo desequilibrado, patológico, até perda total dos sentidos, dos valores reais da vida. É preciso reequilibrar, ou seja, trazer as coisas ao eixo natural, para que tudo seja tratado de forma sadia, sem sentimentalismo e espiritualidade falsa. É preciso abrir os olhos e assumir as verdades a serem enfrentadas. Vejo que o Ministério Público deixa às claras todos os processos, as denúncias, mas todos fingem não ver. É como Alice no país das maravilhas, tudo é o diabo, tudo é mentira, vamos vencer, os anjos estão conosco, vamos fazer atos proféticos, ir para o monte. É preciso trazer esse povo ao chão e ao planeta terra de volta, antes que seja tarde demais. Que Deus tenha misericórdia e abençoe tudo isso. 


 Quero deixar claro que nada tenho contra Hernandes e sua família. Em meu encontro com ele, senti que houve simpatia, não me foi agressivo (apesar de estar rodeado de seguranças). Minhas orações são para que ele seja realmente revestido pelo Espírito Santo e seus frutos sejam sentidos. Que ele não se deixe levar pela vaidade e soberba, mas que a simplicidade de Cristo seja sua bandeira. Só assim, acredito eu, seu ministério será restaurado e seus frutos serão acrescidos da verdade, e não mais será necessário ostentar riquezas deste mundo para mostrar que ele é habitação do Deus altíssimo. 

 Fonte: Gospel+





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